Desmama de bezerros: por que o controle parasitário define o ganho de peso
A desmama é, sem dúvida, um dos momentos mais decisivos da vida produtiva de um bovino. É quando o animal deixa de depender da mãe, enfrenta mudanças na alimentação e passa por um período de estresse que impacta diretamente a imunidade e o desempenho.
Com isso, o produtor pode perder resultados, e não por falta de nutrição, mas por subestimar um fator silencioso: os parasitas.
Do nascimento até os 18 meses, o controle parasitário não é só uma prática sanitária, mas sim uma estratégia direta de produtividade.
Acompanhe a leitura e saiba por que fazer o controle parasitário no seu rebanho!
Desmama: o início de um novo desafio para o bezerro
Quando o bezerro é desmamado, ele não enfrenta uma única mudança, mas várias ao mesmo tempo. É uma fase de adaptação intensa, em que o organismo ainda está aprendendo a responder aos novos estímulos do ambiente.
Nesse momento, ele passa por:
- Mudança na alimentação
- Separação da mãe
- Novo ambiente ou manejo
- Maior competição por alimento
Tudo isso junto gera um impacto direto na imunidade. E é justamente essa queda de resistência que abre espaço para a entrada e o desenvolvimento de parasitas.
O mais delicado é que esse processo nem sempre é visível. Muitas vezes, o animal continua aparentemente bem, enquanto o desempenho já começa a ser afetado.
Parasitas: o prejuízo que o olho não vê
Durante a desmama, a pressão parasitária tende a aumentar, principalmente em sistemas onde já existe histórico de infestação. Vermes gastrointestinais, carrapatos e berne se aproveitam desse momento de fragilidade.
Na prática, eles impactam o desempenho de forma silenciosa, aparecendo como:
- Menor ganho de peso
- Pior conversão alimentar
- Atraso na recria
- Aumento do tempo até o abate
Ou seja, o produtor investe em alimentação, mas não vê retorno proporcional. No campo, isso é mais comum do que parece.
Ganhar menos peso do que poderia já é prejuízo
Um animal jovem deveria expressar seu máximo potencial de crescimento. Mas, quando parasitado, parte da energia que iria para ganho de peso é desviada para a resposta imunológica, reparo de tecidos e manutenção do organismo
Com isso, o animal até cresce, mas abaixo do esperado, e quando isso acontece com um lote inteiro, o impacto econômico é significativo.
Por que a desmama é o momento certo para agir
Apesar de ser um período crítico, a desmama também abre uma janela estratégica para intervenção.
É um momento em que o manejo já está acontecendo, o lote está sendo organizado e o produtor tem a oportunidade de agir de forma preventiva, e não corretiva.
Nesse contexto, é possível:
- Padronizar o manejo sanitário
- Intervir antes que o problema avance
- Proteger o desempenho da recria
Entrar com um controle parasitário bem planejado nessa fase significa evitar perdas que muitas vezes só seriam percebidas lá na frente.
Controle parasitário: ferramenta de produtividade
Quando o assunto é controle, não se trata apenas de eliminar parasitas, mas de sustentar o desempenho do animal ao longo do tempo.
Dentro dessa estratégia, os endectocidas cumprem um papel importante, atuando tanto em parasitas internos quanto externos.
Algumas soluções utilizadas no campo incluem:
Bimectin 3.5%
Solução injetável à base de ivermectina, com ação prolongada.
- Controle de vermes, carrapatos e berne
- Proteção por mais tempo
- Redução no número de manejos
Na prática, isso significa menos estresse para o animal e mais eficiência no dia a dia da fazenda.
Moxisolv
Endectocida à base de moxidectina, com bom perfil de segurança para animais jovens.
- Controle de vermes gastrointestinais
- Ação também sobre carrapatos
- Indicado para diferentes fases do rebanho
É uma alternativa consistente dentro de programas sanitários bem estruturados.
Doracide
Endectocida com amplo espectro de ação.
- Controle de vermes, carrapatos e berne
- Prevenção de miíases (bicheiras)
- Indicado para momentos de maior desafio sanitário
Muito utilizado quando o ambiente apresenta maior pressão parasitária.
Vale lembrar que a escolha do produto deve sempre considerar o manejo da propriedade, a categoria animal e a orientação técnica.
Controle estratégico: mais do que aplicar, é planejar
Um dos erros mais comuns no campo não é a falta de produto, mas a ausência de planejamento.
O controle parasitário precisa ser pensado como parte do sistema produtivo, e não como uma ação isolada.
Um bom programa de controle parasitário deve incluir:
- Avaliação do histórico da fazenda
- Aplicação no momento correto
- Dosagem adequada ao peso do animal
- Alternância de princípios ativos
- Integração com nutrição e manejo
Quando isso é feito corretamente, o resultado aparece no ganho de peso.
Do manejo ao resultado: produtividade real
No fim, tudo volta para o básico bem feito. Bezerros bem manejados na desmama têm mais condição de expressar seu potencial, e isso se reflete ao longo de toda a recria.
Bezerros bem manejados na desmama:
- Crescem mais rápido
- Convertem melhor o alimento
- Chegam antes ao peso ideal
- Geram mais retorno econômico
E isso começa com uma decisão simples, que é proteger o animal no momento certo. No fim, aumentar o ganho não é só questão de investir mais, é questão de fazer o básico bem feito, no momento certo.
Para montar o melhor protocolo de controle parasitário para o seu rebanho, conte com a orientação da equipe técnica da Bimeda.
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