Casco saudável: a base da produtividade no rebanho
Você já viu um animal mancando e pensou que fosse só um problema momentâneo? Muitas vezes, a origem está no casco. Lesões não tratadas podem evoluir rapidamente, trazendo dor, redução do apetite e queda na produção de leite ou no ganho de peso, e problemas de casco raramente são apenas locais, eles afetam diretamente o bem-estar e o desempenho dos animais, refletindo na rentabilidade da propriedade.
Neste artigo, vamos explicar as principais doenças de casco que exigem atenção, quando o tratamento tópico não é suficiente e como a escolha do antibiótico certo pode fazer toda a diferença.
Principais doenças de casco que todo produtor deve conhecer
Além da podridão de casco, existem outras condições que merecem cuidado. Dermatite digital, úlcera de sola, abscessos profundos e flegmão interdigital estão entre as mais comuns. Lesões traumáticas e infecções secundárias também não devem ser ignoradas.
Se não tratadas corretamente, essas doenças podem evoluir para infecções sistêmicas, comprometendo a saúde do animal e impactando diretamente a produtividade do rebanho. Por isso, entender cada doença é fundamental para decidir o tratamento adequado e garantir o bem-estar dos animais.
Tratamento local nem sempre basta: saiba quando agir
Banhos de casco, pedilúvios e curativos são práticas importantes, mas em alguns casos não são suficientes. Quando há lesões profundas, inflamação intensa, comprometimento de tecidos internos ou sinais como febre, dor acentuada ou claudicação severa, o tratamento sistêmico se torna necessário.
Avaliar o animal de forma completa e procurar orientação veterinária é fundamental para garantir o sucesso do tratamento.
Antibióticos: a escolha correta pode salvar a produtividade
O uso de antibióticos deve ser feito de forma consciente. É preciso um diagnóstico clínico correto, escolha do princípio ativo baseado no tipo de infecção, gravidade e perfil bacteriano e atenção ao uso responsável, respeitando doses e períodos de carência. A escolha certa pode acelerar a recuperação, reduzir o sofrimento do animal e preservar a produtividade.
O florfenicol é um antibiótico de amplo espectro, com boa penetração tecidual, indicado para infecções bacterianas profundas, abscessos e processos inflamatórios avançados. Já o ceftiofur, da classe das cefalosporinas, age contra as bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, sendo recomendado quando é necessária ação rápida e segura. Cada princípio ativo atende a situações distintas e não devem ser usados juntos.
Fique de olho: alguns cuidados que não podem ser ignorados
Muitos erros comprometem a recuperação, como tratar sem diagnóstico, usar antibiótico por tentativa, interromper o tratamento antes do tempo ou ignorar o manejo do ambiente. Animais com claudicação severa também devem ser isolados para evitar complicações e o contágio de outros animais.
A prevenção é sempre a melhor estratégia. Piso adequado, drenagem correta, ambientes secos, pedilúvios bem manejados e monitoramento frequente do rebanho ajudam a reduzir a necessidade de antibióticos. Intervenções rápidas ao primeiro sinal de claudicação evitam que problemas pequenos se tornem grandes.
Casco saudável, animais produtivos
Cuidar do casco é cuidar do rebanho como um todo. Não se trata só de tratar problemas pontuais, mas de garantir que os animais andem bem, se alimentem sem dor e rendam como deveriam.
O segredo está em identificar cedo qualquer lesão, escolher o tratamento certo e manter um manejo preventivo consistente. Quando o casco está saudável, os animais se movimentam melhor, se alimentam sem dor e rendem mais, refletindo diretamente na produtividade e na rentabilidade da sua propriedade.
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