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Selo Carne Carbono Neutro é concedido a propriedades que neutralizam a emissão de gases do efeito estufa na pecuária

Selo Carne Carbono Neutro é concedido a propriedades que neutralizam a emissão de gases do efeito estufa na pecuária

Os consumidores do Brasil e do exterior estão cada vez mais atentos às questões relacionadas à sustentabilidade da produção agropecuária. Alimentos e matérias-primas disponíveis de forma sustentável, que não necessitem de novas áreas e com menor emissão de poluentes, são mais valorizados no mercado internacional, que está atento à produção agropecuária brasileira.

No setor da pecuária, isso não é diferente. Produtores rurais e instituições científicas estão cada vez mais atentas e envolvidas em práticas que reduzam, por exemplo, uma emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE), sendo uma das iniciativas o selo "Carne Carbono Neutro" (CCN), desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Carne Carbono Neutro: o que é?

O CCN é uma marca-conceito que visa atestar a carne bovina que apresenta seus volumes de emissão de GEE neutralizados durante o processo de produção pela presença de árvores em sistema de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária- floresta). O conceito também garante que os animais foram criados em um ambiente termicamente confortável, com alto grau de bem-estar, devido à presença de sombra.

Segundo os pesquisadores da Embrapa, as árvores possuem papel crucial no sistema produtivo, pois será principalmente em seus troncos que ficam armazenados o carbono retirado da atmosfera é contabilizado no balanço para neutralizar como transmitido. O selo é emitido por uma certificadora credenciada pela Embrapa.

No protocolo, a principal fonte de alimentação para os animais deve ser o pasto e o gado deve ser suplementado o ano todo. A suplementação alimentar não deve exceder uma taxa de 2% do peso vivo, sendo permitida a terminação com suplementação, chamada de "confinamento a pasto", por até 105 dias. A água necessária aos animais deve ser de boa qualidade e por fluxo corrente. Na impossibilidade, uma renovação deve ser feita de forma frequente.

Mais dinheiro para o produtor

De acordo com a Embrapa, o uso de sistemas integrados de produção com árvores traz diversos benefícios para os produtores como diversificação da renda, redução de riscos, uso racional da mão de obra e infraestrutura e bem-estar animal.

Há ainda uma possibilidade de agregação de valor aos produtos oriundos do sistema de Carne Carbono Neutro e da propriedade rural. Esta última pode ocorrer em virtude da melhoria no manejo da pastagem e da introdução das árvores, o que revigora o sistema produtivo como um todo e, consequentemente, a sua capacidade de produção.

A implantação do conceito ainda pode funcionar como uma poupança para o produtor, pois a renúncia de renda de curto prazo, no momento da implantação das árvores, é mais do que a compensação pela obtenção de renda a longo prazo.

Muito além da questão ambiental

Para o recebimento do selo Carne Carbono Neutro o produtor deve seguir as práticas não só alinhadas a questão ambiental. O conceito abrange outras áreas, como a de segurança dos alimentos, por isso, são exigidos procedimentos de manejo sanitário dos animais, além de mecanismos que fazem a rastreabilidade do produto ao longo da cadeia de produção. Os cuidados são:

  • Calendário sanitário de vacinas para o rebanho deve ser seguido à risca e é necessário o registro das vacinas;
  • O animal não pode ter abscesso de vacina;
  • Aplicação de vacinas, vermífugos e medicamentos injetáveis precisa ser feita na região da "tábua do pescoço";
  • Toda utilização utilizada nos animais do programa CCN deve ser registrada em livro específico, que será vistoriado pela certificadora;
  • A produção deve estar 100% em compliance com o Código Florestal Brasileiro e apresentar comprovante de regularidade junto ao Cadastro Ambiental Rural (CAR);
  • O selo é concedido somente a propriedades que apresentem responsabilidade social, por isso, é necessário mostrar que a legislação trabalhista está sendo cumprida;
  • A certificação verifica se os colaboradores são devidamente remunerados, se contam com boas condições de moradia, higiene, alimentação e trabalho, como o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI).


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