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Residual de progesterona no Biprogest é analisado em três usos consecutivos

Residual de progesterona no Biprogest é analisado em três usos consecutivos

Dispositivo da Bimeda também foi estudado em relação à liberação de progesterona

O Biprogest, dispositivo intravaginal em forma de T destinado a bovinos, passou por estudos para a determinação do residual de progesterona (P4) e da curva de liberação do hormônio no 1º, 2 e 3º uso do produto da Bimeda em fêmeas bovinas de diferentes categorias, para uso em protocolos de tratamento hormonal na sincronização de ovulação.

Organizado pela Biotran, o estudo contou com 18 fêmeas bovinas mestiças, sendo nove novilhas (322 a 375kg) e nove vacas (388 a 512kg). Nelas, foi analisada a curva de liberação de progesterona de um dispositivo intravaginal (DIV) contendo 1,25g de princípio ativo em três utilizações consecutivas em fêmeas sem P4 endógena.

Antes da inserção dos DIV, as fêmeas passaram por um protocolo para eliminar a produção endógena de progesterona. Além disso, foi realizada a avaliação ultrassonográfica (US) dos ovários, utilizando ultrassonografia Doppler Colorido (Mindray – M5) para confirmar a ausência de corpo lúteo (CL) funcional e coletada uma amostra de sangue para que, então, o Biprogest fosse inserido. Outras amostras foram coletadas após 12, 24, 48, 72, 96, 120, 144, 168 e 192 horas de ação do dispositivo, que foi removido passado esse período.

Para a segunda curva, sete dias mais tarde, os animais passaram pela mesma preparação e os DIV foram reutilizados após lavagem e desinfecção. As mesmas avaliações e esquema de colheita de sangue foram repetidos. Os mesmos procedimentos foram seguidos para determinação da terceira curva.

Nos três usos de Biprogest, houve aumento nas concentrações de progesterona nas fêmeas, visto que, em todos os casos, as concentrações, 12 horas após a inserção, foram superiores às observadas imediatamente antes da inserção. O coeficiente da variação intraensaio da dosagem de P4 foi de 1,37%.

As concentrações médias de P4 na 1ª curva foram de 0,7+0,3; 3,5+1,1; 4,2+1,6; 4,1+1,6; 4,0+1,4; 3,4+1,0; 3,5+1,2; 2,9+0,9; 2,5+0,8; 2,2+0,7 e 0,7+0,3. Da 2ª curva 0,6+0,2; 3,3+1,1; 3,4+0,7; 3,2+0,7; 3,0+0,6; 2,7+0,8; 2,2+0,8; 1,8+0,8; 1,7+0,7; 1,6+0,7 e 0,4+0,3. Da 3ª curva 0,2+0,1; 1,2+0,3; 1,4+0,5; 1,5+0,6; 1,4+0,3; 1,3+0,3; 1,3+0,3; 1,0+0,3; 0,8+0,4; 0,7+0,1 e 0,3+0,1ng/mL para os momentos 0, 12, 24, 48, 72, 96, 120, 144, 168, 192 e 204 horas, respectivamente.

A concentração média de P4 foi de 3,3+1,3a; 2,6+1,0b e 1,2+0,4c (P<0,05) para as curvas 1, 2 e 3, respectivamente. As novilhas exibiram maiores concentrações que as vacas (P<0,05) quando se considerou as curvas em conjunto e nas utilizações 1 e 2. Nestas duas curvas, as novilhas apresentaram maiores concentrações (P<0,05) em todos de 12 a 192 horas.

As concentrações de P4 foram compatíveis com as consideradas capazes de bloquear o eixo hipotálamo/hipófise (acima de 0,8ng/mL) em novilhas em três utilizações e em vacas em dois usos.

De forma semelhante, a redução nas concentrações após a remoção do Biprogest também foi rápida. Nos diferentes usos, a concentração de progesterona, 12 horas após a remoção, foi inferior àquelas observadas imediatamente antes da remoção do dispositivo.

Exceto na última colheita de sangue, ou seja, 192 horas (oito dias) após a inserção do Biprogest no terceiro uso, as fêmeas apresentaram concentrações inferiores ao limite mínimo (0,8 mg/mL), necessárias para que a progesterona circulante exerça seu efeito de bloqueio no eixo hipotálamo/hipófise.

Quando a concentração de progesterona cai abaixo deste limite, é possível que ocorra ovulação e cio (estro), mesmo com o dispositivo inserido nos animais acíclicos (sem corpo lúteo). Vale lembrar que esta situação poderá acontecer apenas ao final do 3º uso do Biprogest.

Influênca da massa da fêmea

Foi constatado, também, que a massa corporal dos animais interfere na concentração de progesterona circulante proporcionada pelo dispositivo. Em fêmeas de maior massa, a progesterona dilui mais, proporcionando menores concentrações.

O perfil de liberação é semelhante em animais de diferentes massas corporais, porém existe efeito desta condição nas concentrações de progesterona. Em animais de menor massa corporal (novilhas), as concentrações são numericamente superiores em todos os dias de colheita, de 12 a 192 horas.

A quantidade de progesterona remanescente após cada utilização foi determinada nos dispositivos que não foram utilizados para os usos subsequentes. Os resultados mostram que, quanto maior a concentração inicial, maior a perda percentual de queda absoluta e percentual de progesterona. Esta análise da progesterona residual mostrou que, após o 2º uso, em média, o Biprogest ainda tem 0,52g de progesterona.

Conclui-se que o implante Biprogest é eficiente para três utilizações em novilhas e duas em vacas, animais sem P4 endógena, em protocolos de IATF onde o implante permaneça por oito dias.

Confira aqui o relatório do estudo na íntegra.

Quantidade média de progesterona (g/dispositivo) e % de progesterona remanescente após cada um dos usos

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