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Em cenário de alta do preço dos animais de reposição, cuidados com bezerros devem ser redobrados

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Os pecuaristas estão sentindo no bolso a forte alta dos preços dos animais de reposição. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, entre fevereiro de 2020 e fevereiro de 2021, os avanços nos valores da reposição dos bezerros foram mais intensos do que os observados para o animal para abate.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, esse cenário é bastante desafiador para os produtores, já que o setor já sofre com os preços recordes dos insumos para alimentação dos animais. Considerando-se apenas os meses de fevereiro, a atual relação de troca da arroba de boi gordo no mercado paulista por um bezerro em Mato Grosso do Sul é a segunda pior da série do Cepea, atrás apenas da verificada em fevereiro de 2015.

Bezerros recém nascidos precisam de cuidados especiais

Em um cenário tão desafiador, o produtor precisa se atentar ainda mais para os cuidados com os bezerros recém-nascidos, para não correr o risco de perdê-los. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o manejo adequado garante o bom desenvolvimento dos animais, o que trará reflexo na produção.

Ainda segundo a Embrapa, a obtenção de baixas taxas de morbidade e mortalidade na criação de bezerras é um fator essencial para o sucesso de todo sistema e a mortalidade até os seis meses de vida é considerada um importante parâmetro para avaliação do estado sanitário do rebanho de uma propriedade.

Veja abaixo as dicas de cuidados fornecidas pelos pesquisadores da Embrapa:

  • Inicie os cuidados logo nas primeiras horas de vida dos animais.
  • Garanta que eles recebam o colostro, primeiro leite secretado pós-parto, que é considerado a primeira vacina dos animais.
  • Faça a cura do umbigo logo após o nascimento. O umbigo é uma porta para entrada de infecções e os recém-nascidos são mais suscetíveis a doenças.
  • Agrupe os animais em lotes, com base na época do nascimento, para facilitar e uniformizar o manejo.
  • Vacine os animais conforme as recomendações.
  • Os comedouros e bebedouros devem estar sempre limpos e protegidos de contaminação fecal.
  • Lembre-se, o processo de desmame dos bezerros causa bastante estresse, o que pode acarretar em fragilidade imunológica.


Principais doenças dos bezerros

De acordo com os especialistas da Embrapa, as principais doenças que ocorrem nos bezerros são diarreia neonatal, doenças respiratórias, parasitas gastrointestinais e carrapatos. Saiba mais sobre cada uma delas e veja como é possível prevenir e tratar os animais.

Diarreia neonatal: Entre as doenças que acometem os bezerros nas primeiras semanas de vida, as diarreias são consideradas as principais, sendo responsável por 50% das causas de morte. As diarreias são provocadas por microrganismos de natureza variada, como protozoários, bactérias e vírus, principalmente.

Todas as medidas profiláticas são importantes para reduzir a ocorrência de diarreia nos bezerros e, além da higiene geral, podemos destacar a vacinação das vacas no final da gestação e a adequada ingestão do colostro.

Nos animais que apresentarem diarreia, a primeira providência é repor os eletrólitos perdidos. A administração de soro previne a sequela mais grave da diarreia que é a desidratação e que leva invariavelmente à morte do bezerro, se não for corrigida rapidamente.

Onfalopatias: As onfalopatias são a inflamação umbilical em bezerras, um problema grave, responsável por altas taxas de mortalidade em bezerros. Os animais que não vão a óbito, podem ter perdas de 25%, aproximadamente, no seu desempenho produtivo em relação a outros animais da mesma idade.

As principais causas da doença são os fatores ambientais, higiênicos, traumáticos, bacterianos e congênitos que, isolados ou em associação, provocam inflamação e/ou infecção nas estruturas do umbigo.

Doenças respiratórias: Muito frequentes em bezerros recém-nascidos, causam morbidade e mortalidade significativas. Vários microrganismos podem se estabelecer no tecido pulmonar, como vírus (parainfluenza 3, adenovírus, rhinovírus, reovírus e vírus sincicial respiratório), e micoplasmas, capazes de comprometer os mecanismos de defesa do trato respiratório.

Para a prevenção dessas doenças, o colostro também é fundamental. As matrizes devem ser vacinadas no oitavo mês de gestação com a vacina contra todos os agentes comumente encontrados no rebanho. A vacinação das vacas no pré-parto faz com que o colostro produzido por ela apresente altos níveis de anticorpos contra os microrganismos.

Os animais devem ainda ser protegidos de qualquer forma de estresse, como dieta inadequada, exposição prolongada ao vento, chuva, frio e sol, por exemplo.

Parasitas gastrointestinais: Para que consigam sobreviver às primeiras infecções gastrintestinais, os animais precisam ingerir quantidade adequada de colostro e estar bem hidratados e alimentados. Os bezerros devem ser mantidos em locais secos e bem ventilados.

Os vermífugos devem ser usados quando os bezerros forem colocados nos pastos. Caso algum animal apresente sintomas de infecções parasitárias, é recomendado que seja feito o diagnóstico por meio do exame coproparasitológico e em caso positivo, o tratamento adequado deverá ser administrado.

Ectoparasitas: Nas regiões do país onde as condições climáticas permitem o desenvolvimento do carrapato bovino durante todos os meses do ano, os bezerros devem ficar em contato com esses ectoparasitas de maneira controlada.

Os animais devem apresentar um nível de parasitismo baixo, estimado em cerca de 10-20 carrapatos/animal. A presença dos carrapatos nessa fase da vida irá auxiliar o desenvolvimento da imunidade contra esse parasita e também contra os agentes da tristeza parasitária (TP), transmitidos pelos ácaros.

O incômodo causado pelas moscas dos chifres nos animais adultos também traz problemas para os bezerros. Os animais param de se alimentar quando há grandes infestações, o que causa queda na produção de leite e perda do ganho de peso do próprio animal ou do bezerro.

Protocolos Bimeda

A Bimeda, empresa global de saúde animal, possui protocolo de cuidados em todas as fases dos animais, inclusive os bezerros. Para o tratamento de diarreias, por exemplo, a empresa disponibiliza no mercado os antibióticos Trigental, pensado justamente para diarreias e com fácil aplicação, além de Mogiflox, Tetroxy, Solucef PPU e Pro-Pen-G PPU.

Já as infecções do umbigo podem ser prevenidas com o uso do Cidental no nascimento e tratadas com uso dos antibióticos Tetroxy, Mogiflox, Pro-Pen-G e Solucef PPU. Para o cuidado completo, a empresa disponibiliza ainda o Timethox 10, usado no controle ambiental das moscas. O Doracide e o Cidental são ainda usados ainda no controle de ectoparasitas e na prevenção da miíase, por exemplo.

Confira o site da Bimeda e conheça todos os produtos! Lá você encontra informações confiáveis e completas sobre as principais doenças que atacam os animais.
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