By Brazil Admin on Tuesday, 27 January 2026
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Miíase em bovinos não é um evento isolado: por que a prevenção e o manejo fazem toda a diferença

A miíase, popularmente conhecida como bicheira, ainda é tratada por muitos produtores como um problema pontual, associado apenas à presença de moscas no ambiente, mas, na prática, sua ocorrência está diretamente ligada a falhas no manejo preventivo e à ausência de uma rotina sanitária bem estruturada.

Ferimentos não tratados, inspeções pouco frequentes e controle inadequado de ectoparasitas criam o cenário ideal para que a doença se instale. Por isso, a miíase deve ser encarada como um reflexo do manejo da fazenda e não como um evento isolado.

No dia a dia do rebanho, ela pode surgir em diferentes situações, como no umbigo de bezerros, em pequenas feridas, em lesões de pele ou após procedimentos rotineiros, como castração, descorna e marcação. Em todos esses casos, a prevenção é sempre mais eficiente e menos custosa do que o tratamento.

Saiba como reduzir os riscos de bicheira e garantir que a castração dos animais seja feita de forma segura e eficiente! 

O que é a miíase e por que ela evolui tão rápido?

A miíase é uma infestação causada por larvas de moscas que se desenvolvem em tecidos vivos dos animais. O processo começa quando a mosca deposita seus ovos nas bordas de uma lesão aberta. Após a eclosão, as larvas passam a se alimentar do tecido, aprofundando rapidamente a ferida.

Esse avanço acelerado ocorre porque a lesão aberta, associada ao odor liberado pela infecção, atrai ainda mais moscas, favorecendo novas posturas. Sem intervenção rápida, a miíase pode causar dor intensa, infecções secundárias, perda de condição corporal e prejuízos significativos à produtividade do animal. 

A prevenção é a chave: como reduzir drasticamente os casos de miíase

A prevenção é o pilar mais eficiente no controle da miíase e deve fazer parte da rotina da propriedade. Boas práticas de manejo incluem a inspeção frequente dos animais, o tratamento imediato de qualquer ferimento, o controle constante de ectoparasitas e um planejamento sanitário bem definido ao longo do ano.

Dentro desse contexto, algumas ferramentas auxiliam o manejo preventivo. Produtos como o Cidental podem ser utilizados de forma preventiva em feridas recentes e no umbigo de bezerros, atuando como larvicida e repelente e ajudando a evitar que a mosca realize a postura no local.


Já o Doracide, com ação sistêmica, auxilia na prevenção da instalação de miíases e faz parte de programas sanitários mais amplos, contribuindo para o controle integrado de parasitas no rebanho.

Controle: quando o risco aumenta

Existem períodos e situações em que o risco de miíase se intensifica. Alta infestação de moscas, maior número de feridas no rebanho, falhas no controle de carrapatos e ambientes úmidos com acúmulo de matéria orgânica são alguns dos principais fatores de alerta.

Nesses momentos, é importante reforçar que o controle da miíase não deve ser uma ação pontual. Ele precisa ser contínuo, ajustado às condições ambientais e à realidade sanitária da fazenda.

Tratamento: como agir ao identificar a miíase

Quando a miíase é identificada, a rapidez na intervenção faz toda a diferença para evitar complicações mais graves.

Passo 1 - Identificação precoce

Alguns sinais ajudam no diagnóstico inicial, como mudanças de comportamento, animais que se lambem excessivamente ou se isolam do grupo, odor característico da lesão e, nos casos mais evidentes, a presença de larvas.

Passo 2 - Tratamento correto

O tratamento deve ser conduzido de forma técnica, utilizando ferramentas complementares conforme a gravidade e a extensão do quadro.

O Cidental pode ser aplicado diretamente na ferida, atuando como larvicida e repelente, facilitando a limpeza do local e impedindo novas infestações. O Doracide, com ação sistêmica, auxilia no controle das miíases associadas a outros parasitas presentes no animal.

Em situações mais complexas, o Lontal Pour-On é indicado por sua ação sistêmica, eliminando larvas em todo o corpo, especialmente quando há múltiplas lesões ou risco elevado de reinfestação.

Já o Actyl Pour-On desempenha papel importante no controle das moscas adultas, com ação inseticida e larvicida, reduzindo a pressão parasitária tanto no animal quanto no ambiente.

A escolha do produto mais adequado deve sempre considerar a gravidade do caso, o manejo da propriedade e a orientação de um médico-veterinário.

Erros comuns no manejo da miíase

Algumas práticas ainda comprometem o controle eficaz da miíase, como esperar para "ver se melhora", tratar apenas a ferida sem controlar as moscas, interromper o tratamento antes do tempo indicado, ignorar pequenas lesões e não integrar ações de prevenção e controle. Esses erros aumentam o risco de recorrência e ampliam os prejuízos sanitários e econômicos.

Miíase se combate com planejamento, manejo e decisão técnica

A miíase gera dor, perda produtiva e impacto econômico significativo para a fazenda. No entanto, quando o manejo é bem planejado, os casos podem ser drasticamente reduzidos.

A prevenção contínua, a identificação precoce e o tratamento correto, com produtos adequados e orientação técnica, tornam os programas integrados muito mais eficientes.

Vale lembrar que combater exige estratégia, e não ações improvisadas diante do problema instalado.

Para definir o protocolo mais adequado para a sua propriedade, consulte a equipe técnica da Bimeda.