By Brazil Admin on Thursday, 28 September 2023
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Fim do período seco é época ideal para controle de verminoses em bovinos

As estações mais quentes do ano já chegaram no Brasil e com elas logo inicia o período de chuvas. É entre essa mudança de época de secas para chuvosas que o produtor de gado de corte e de leite no Brasil precisa fazer uma ação que será fundamental para o sucesso da sua propriedade: vermifugar o gado!

No Brasil, os produtores rurais sempre usaram o momento de vacinação contra febre aftosa para desvermifugar os animais. Mesmo com a não vacinação em alguns estados, é importante que o pecuarista se lembre que o manejo de desvermifugação é tão relevante quanto outras doenças, por isso, é importante continuar fazendo!

Neste artigo vamos te explicar o que é controle estratégico dos vermes e por que estamos no momento ideal para realizar essa atividade nas propriedades rurais brasileiras. Acompanhe! 

O que são verminoses e o que elas causam?

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a verminose é uma doença parasitária causada por diversas espécies de vermes e que ocorre em bovinos, caprinos e ovinos de todas as idades, sendo mais grave em animais jovens.

A contaminação é oral com as larvas dos vermes presentes na pastagem ou no alimento e água contaminados.

Os bovinos com até dois anos de idade são os mais sensíveis às verminoses, segundo os pesquisadores, por isso, devem receber atenção especial dos produtores rurais.

Quando contaminados, os animais tornam-se tristes e abatidos, com os pelos secos e eriçados e o abdômen aumentado. Outros sintomas são a alimentação menor do que o habitual e o emagrecimento dos bovinos, que passam a comer terra e madeira, por exemplo, e fazem fezes escuras e muitas vezes com sangue.

Os animais infectados têm o desenvolvimento retardado, além de anemia e desidratação. A doença pode levar os bovinos à morte.

Prejuízos milionários

Além do sofrimento causado nos animais, os bovinos contaminados com verminoses apresentam queda de 20% a 30% na produção de carne e leite, de acordo com os especialistas da Embrapa.

Nos Estados Unidos, estima-se que as verminoses causem um prejuízo de 330 milhões de dólares por ano. No Brasil, somente os nematóides (vermes redondos) causam 7 bilhões de dólares de prejuízo anualmente, segundo Laerte Grisi, e o gasto com medicamentos antiparasitários chega a mais de 223 milhões de dólares por ano. Mesmo com todo esse recurso, os produtores não conseguem fazer o controle satisfatório dos vermes, não atingindo o sucesso adequado nas propriedades do país. Entre os principais problemas no controle estão o uso dos medicamentos em épocas inadequadas e em doses erradas.

Controle estratégico de verminoses

Existem diversos tipos de controle das verminoses como o controle curativo, supressivo, tático e estratégico. De acordo com especialistas da Embrapa, o controle estratégico é o mais eficiente deles, por reduzir a carga parasitária dos bovinos de corte e de leite antes que as verminoses causem prejuízos à saúde e ao desempenho produtivo dos animais.

Com essa técnica é possível prevenir as verminoses e prolongar a vida útil dos vermífugos, já que a redução da carga parasitária diminui a probabilidade de resistência aos medicamentos.

Na prática, para fazer o controle estratégico, o produtor rural faz a aplicação dos vermífugos antes do início dos períodos de chuvas. É nesta época que os vermes estão nos animais e não nas pastagens, por isso, o efeito dos medicamentos é muito superior, já que os vermes ficam mais expostos à ação dos antiparasitários.

Ao fazer o controle estratégico, o produtor garante que os animais entrarão no período chuvoso com uma carga parasitária mínima, diminuindo a contaminação das pastagens por ovos.

Protocolo de vermifugação estratégica

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) recomenda o seguinte protocolo de vermifugação estratégica:

1ª vermifugação: segunda quinzena de abril até o final da primeira quinzena de maio (época da vacinação contra febre aftosa).

2ª vermifugação: primeira quinzena de julho.

3ª vermifugação: segunda quinzena de agosto ou de setembro

4ª vermifugação: primeira quinzena de dezembro

Esta quarta vermifugação, de acordo com os pesquisadores, pode deixar de ser realizada com o tempo, já que os animais terão as verminoses controladas e a disponibilidade de forrageiras aumentada por causa do bom manejo, o que ajudará no controle das verminoses.

É importante lembrar que o controle das verminoses deve se iniciar a partir dos dois a três meses após o desmame e a vermifugação deve ocorrer a cada 60 ou 90 dias.

Investimento correto garante saúde dos animais

Os investimentos com vermífugos apresentam apenas 1% de todo o montante dos custos total de produção de bovinos de corte, ou seja, os medicamentos, usados de forma adequada, representam uma estratégia excelente e ótimo retorno sobre investimento para o tratamento da doença e redução dos prejuízos dos produtores, que são bem superiores aos valores do tratamento.

A Bimeda , empresa global de saúde animal, possui um protocolo completo de produtos para controle das verminoses. Os medicamentos são indicados para uso até os primeiros 12 meses de idade dos bovinos de corte e leite, após um ano, na entrada no confinamento, na extensão e em vacas lactantes.

O Bimectin 3.5% é um dos medicamentos Bimeda indicados para o controle de larvas de Dermatobia hominis (berne) e nematódeos gastrintestinais (vermes internos) do gênero Cooperia punctata, C. spatulata, C. Pectinata, Haemonchus placei, Trichostrongylus axei, Oesophagostomum radiatum, Trichuris discolor e Bunostomum phlebotomum. Com formulação de ação mais longa, o produto reduz o número de manejos necessários e protege os rebanhos contra os principais parasitas internos e externos.

Os produtores rurais também podem contar com o Doracide, indicado para o tratamento, prevenção e controle de vermes gastrointestinais como Trichostrongylus axei, Trichostrongylus colubriformes, Cooperia pectinata, Haemonchus placei, Oesophagostomum radiatum, Cooperia punctata e Trichuris discolor, além de bernes de larvas de Dermatobia hominis. O produto também previne as instalações das bicheiras causadas por larvas de Cochliomyia hominívorax.

O Eprifort 1% também compõe o portfólio Bimeda contra verminoses. O medicamento é usado para tratamento das infestações causadas por nematódeos gastrintestinais na forma adulta, larvas de bernes e mosca do chifre. Produzido a partir da molécula mais moderna entre as avermectinas, o medicamento é ainda fácil de ser aplicado e possui período zero de carência.

De amplo espectro, o antiparasitário Pan 10, também desenvolvido pela Bimeda, é indicado para o controle de diversos parasitas do trato gastrointestinal dos bovinos, como os nematódeos Haemonchus, Bunostomum, Capillaria, Trichostrongylus, Cooperia, Nematodirus, Strongyloides, Oesophagostomun, Dictyocaulus viviparus, Cestódeos, Moniezia expansa, além de tênias na forma adulta e inibida. O produto tem baixa toxicidade e é uma alternativa para o rodízio dos princípios ativos, auxiliando na diminuição da reinfestação dos rebanhos.

Para a escolha do melhor produto, o produtor deve sempre consultar um médico-veterinário. É importante escolher medicamentos de largo espectro de ação e verificar a validade dos produtos. Nas vacas leiteiras, é necessário também estar atento ao período de descarte do leite e utilizar vermífugos descarte zero, como é o caso do Eprifort 1%

Conclusão

As verminoses causam prejuízos milionários para a pecuária mundial, por isso, os produtores rurais precisam estar atentos às melhores formas de controle desses parasitas. A vermifugação do gado antes do início da época de chuvas permite o controle mais eficiente das verminoses, já que os animais iniciam a época mais crítica do ano com níveis de parasitos mínimos.

Para que a vermifugação ocorra da forma mais eficiente possível, procure um médico-veterinário que vai auxiliá-lo a desenvolver um plano de vermifugação para o seu rebanho.

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